Eduardo Costa Campos Blog

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O problema das agências não é a concorrência. É a IA

Durante muito tempo, agências competiram entre si por clientes, orçamento e capacidade de execução. Agora, uma concorrência diferente começa a surgir. A inteligência artificial está assumindo tarefas que tradicionalmente faziam parte do pacote vendido pelas agências, como criação de conteúdo, análise de dados, geração de ideias, produção de peças, relatórios e até determinadas etapas da gestão de campanhas.

Isso não significa que a IA vá simplesmente eliminar as agências. O impacto mais provável está em outra direção: obrigar empresas de marketing a justificar melhor seu valor. Quando a execução fica mais barata e acessível, estratégia, conhecimento do negócio, criatividade, análise e capacidade de gerar resultados passam a pesar ainda mais.

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Criar vídeos com IA vai virar uma ameaça à monetização?

A inteligência artificial tornou a produção de vídeos muito mais rápida e barata. É possível criar roteiros, imagens, narrações, personagens, animações e até vídeos completos em poucos minutos. Mas essa facilidade também cria um problema para plataformas que precisam controlar conteúdo repetitivo, genérico e produzido em massa.

O risco para a monetização não está necessariamente em usar IA. Está em transformar a IA em uma fábrica de vídeos praticamente iguais, sem personalidade, originalidade ou valor real para o público. Conforme a produção automatizada cresce, a diferença entre usar IA como ferramenta criativa e usar IA para produzir conteúdo em escala pode se tornar cada vez mais importante.

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A guerra de preços da Shopee pode estar destruindo sua margem

Na Shopee, preço baixo pode ajudar um produto a conquistar cliques, conversões e espaço diante da concorrência. O problema começa quando o vendedor transforma desconto em estratégia permanente. Em um marketplace cada vez mais competitivo, vender barato pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, diminuir o lucro.

A questão não é descobrir qual é o menor preço possível. É entender qual preço permite competir sem transformar cada venda em prejuízo.

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A reputação do Mercado Livre está ficando mais difícil de manter?

A reputação é um dos principais ativos de qualquer marketplace. No Mercado Livre, ela é construída pela combinação entre experiência de compra, qualidade dos produtos, cumprimento dos prazos, atendimento e resolução de problemas. Com o crescimento do ecossistema e o aumento do número de vendedores, produtos e transações, manter uma experiência consistente se torna um desafio cada vez maior. Para o consumidor, uma experiência ruim pode afetar a percepção sobre a plataforma inteira, mesmo quando o problema está relacionado a um vendedor específico.

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A nova vantagem competitiva não é saber configurar campanha: é ter dados

A configuração de campanhas de mídia paga está ficando cada vez mais automatizada. Plataformas como Google e Meta assumem uma parte crescente das decisões relacionadas a público, posicionamento, orçamento, lances e distribuição. Isso reduz o valor de algumas habilidades operacionais que antes diferenciavam gestores e agências.

Ao mesmo tempo, aumenta a importância de algo que as plataformas não conseguem simplesmente fabricar: dados de qualidade sobre o próprio negócio. Histórico de vendas, comportamento dos clientes, conversões, ticket médio, margem, recorrência e qualidade dos leads podem se tornar vantagens competitivas muito mais difíceis de copiar.

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A busca está deixando de ser pesquisa e virando conversa

A forma como as pessoas procuram informações na internet está mudando. Em vez de digitar palavras-chave curtas e navegar por uma lista de links, cada vez mais usuários formulam perguntas completas, explicam contextos e continuam a interação até chegar a uma resposta. A busca deixa de ser apenas uma pesquisa e passa a funcionar como uma conversa.

Essa transformação muda o comportamento do usuário e também obriga marcas, empresas, criadores e profissionais de marketing a repensarem como seus conteúdos são encontrados. O desafio não é apenas aparecer nos resultados, mas estar presente nas respostas que ajudam o consumidor a entender, comparar e decidir.

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A IA pode não tirar seu emprego. Pode tirar sua capacidade de pensar

A inteligência artificial está automatizando tarefas que antes consumiam horas de trabalho no marketing. Textos, imagens, análises, segmentações, relatórios e até sugestões estratégicas podem ser produzidos em poucos segundos. O problema é que a mesma tecnologia que aumenta a produtividade também pode criar uma dependência perigosa: profissionais que deixam de pensar porque a ferramenta pensa por eles.

O verdadeiro risco da IA no marketing talvez não seja substituir pessoas, mas formar profissionais incapazes de questionar respostas prontas, interpretar contextos e construir estratégias próprias.

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O verdadeiro valor de uma visualização

Uma visualização parece uma métrica simples, mas pode representar valores completamente diferentes dependendo da plataforma, do público, do conteúdo e do modelo de monetização. No YouTube, por exemplo, a própria plataforma diferencia visualizações de exibições monetizadas e utiliza a RPM para mostrar quanto o criador recebe, em média, por mil visualizações. Além da publicidade, existem assinaturas, YouTube Premium, Shopping, afiliados e outras fontes de receita. Para marcas e creators, isso significa que o verdadeiro valor de uma visualização não está apenas no número exibido na tela, mas na capacidade de transformar atenção em relacionamento, intenção e receita.

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TikTok Shop pode roubar vendedores da Shopee e do Mercado Livre?

O TikTok Shop está deixando de ser apenas uma novidade no comércio eletrônico brasileiro e começando a disputar espaço com marketplaces já consolidados. A diferença é que sua principal arma não é apenas preço ou variedade, mas a integração entre entretenimento, criadores, vídeos, lives e compra. Em 2026, a plataforma já apresentou crescimento acelerado no Brasil e criou novas possibilidades para vendedores que sabem transformar conteúdo em vendas. Isso pode levar parte dos lojistas da Shopee e do Mercado Livre a diversificar seus canais ou deslocar parte da operação para o TikTok. A disputa, porém, não deve ser definida apenas pelo número de vendedores, mas pelo modelo de negócio de cada plataforma.

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A automação da Meta está tornando algumas agências dispensáveis?

A Meta incorporou cada vez mais inteligência artificial à operação de anúncios. Segmentação, posicionamento, distribuição de orçamento, criação e otimização de campanhas passaram a depender menos de ajustes manuais. Isso mudou a função de quem administra mídia paga e também colocou uma pergunta inevitável para os anunciantes: se a própria plataforma consegue otimizar a campanha, qual é o valor de uma agência? A resposta está menos na operação do gerenciador e mais na capacidade de conectar mídia, estratégia, criatividade, dados e negócio.