Eduardo Costa Campos Blog

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A automação do Google está desvalorizando o gestor de tráfego?

O Google Ads está cada vez mais automatizado. Lances, segmentação, distribuição de orçamento, expansão de alcance, criação de anúncios e recomendações baseadas em inteligência artificial reduzem parte do trabalho operacional que antes exigia horas de configuração manual. Isso levanta uma discussão inevitável: se a plataforma faz cada vez mais sozinha, até que ponto determinadas taxas de gestão continuam justificadas? A resposta não está em simplesmente dizer que o gestor perdeu valor, mas em entender onde o trabalho realmente mudou. A execução ficou mais fácil em alguns aspectos. A estratégia, porém, continua dependendo de conhecimento sobre negócio, dados, oferta e capacidade de interpretação.

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Sua agência pediu mais verba. Mas você sabe por quê?

Quando uma campanha não entrega o resultado esperado, aumentar o investimento parece uma solução natural. Afinal, mais dinheiro significa mais alcance, mais cliques e mais oportunidades. Mas nem sempre significa mais resultado. Em muitos casos, o problema pode estar na estratégia, na oferta, no criativo, na página de destino, no produto ou na própria estrutura de conversão. Antes de aumentar a verba, é necessário entender o que está limitando o crescimento. Colocar mais dinheiro em uma operação ineficiente pode apenas aumentar o tamanho do problema.

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Shorts estão roubando a atenção dos vídeos longos?

O crescimento dos vídeos curtos mudou profundamente a forma como as pessoas consomem conteúdo. Shorts, Reels e TikToks conseguem capturar atenção em poucos segundos, mas isso significa que os vídeos longos estão perdendo espaço? A resposta não é tão simples. Enquanto o conteúdo curto domina a descoberta e o consumo rápido, os vídeos longos continuam relevantes para aprofundamento, relacionamento, autoridade e monetização. O verdadeiro desafio para criadores e marcas talvez não seja escolher entre curto ou longo, mas entender qual formato serve melhor para cada objetivo.

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O vendedor da Shopee está vendendo ou apenas esperando a próxima promoção?

As grandes campanhas promocionais se tornaram uma característica marcante da Shopee no Brasil. Datas como 2.2, 6.6, 9.9 e 11.11 movimentam milhões de consumidores e podem aumentar significativamente as vendas dos lojistas. A própria Shopee afirma que, em determinadas campanhas, vendedores chegaram a dobrar as vendas em relação a um dia comum. Ao mesmo tempo, surge uma questão estratégica: quando o consumidor se acostuma a cupons, frete grátis e preços promocionais, o desconto deixa de ser um incentivo ocasional e passa a ser uma expectativa? Para o vendedor, isso pode criar dependência de campanhas para gerar tráfego e conversão.

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As taxas estão apertando: o pequeno vendedor ainda consegue lucrar no Mercado Livre?

O Mercado Livre continua sendo um dos principais canais para quem deseja vender pela internet, mas a estrutura de custos exige cada vez mais atenção dos pequenos vendedores. Em 2026, a tarifa de venda varia conforme categoria e tipo de anúncio, enquanto custos fixos e de envio podem pesar especialmente em produtos de menor valor. A questão, portanto, não é simplesmente saber se o marketplace ficou “caro”, mas entender se a margem de cada produto suporta todos os custos envolvidos na operação.

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2026 pode ser o ano em que o criativo finalmente vence a segmentação

Durante anos, profissionais de tráfego pago dedicaram grande parte de seu trabalho à construção de públicos, interesses, comportamentos e segmentações cada vez mais específicas. Com a evolução da inteligência artificial e da automação das plataformas de anúncios, parte desse controle passou para os próprios algoritmos. Em 2026, o criativo ganha ainda mais importância porque é ele que precisa interromper a rolagem, comunicar uma proposta de valor e gerar interesse. A grande mudança não significa que a segmentação deixou de existir, mas que o papel do profissional pode estar migrando do controle manual da audiência para a criação de mensagens capazes de encontrar e convencer as pessoas certas.

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Você não precisa de milhões de seguidores para construir um negócio

Durante anos, conquistar seguidores foi tratado como um dos principais indicadores de sucesso nas redes sociais. Quanto maior o número, maior parecia ser a autoridade de uma marca ou creator. Mas a evolução dos algoritmos, do conteúdo recomendado e do comportamento dos usuários está mudando essa lógica. Hoje, uma pessoa pode alcançar milhões sem construir uma audiência fiel, enquanto um perfil pequeno pode gerar vendas, influência e comunidade. A próxima fase das redes sociais tende a valorizar mais a atenção, a relevância, a confiança e a capacidade de transformar audiência em relacionamento e resultado.

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A internet ainda é humana? A IA já está escrevendo uma parte dela

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta utilizada para produzir conteúdo e passou a participar diretamente da construção da internet. Estudos recentes mostram que uma parcela significativa das novas páginas publicadas já apresenta sinais de autoria ou edição por IA. Em algumas análises, esse percentual chega a aproximadamente metade dos artigos online. O fenômeno levanta uma questão importante: se máquinas passam a produzir cada vez mais textos, quem será responsável pela qualidade, originalidade e confiabilidade do que encontramos na internet?

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O creator pequeno está roubando a confiança das grandes marcas?

A confiança do consumidor mudou. Uma grande marca continua carregando reconhecimento, estrutura e reputação, mas creators menores podem estabelecer uma relação percebida como mais próxima e espontânea com suas comunidades. A comunicação em primeira pessoa, demonstrações reais, comentários, experiências pessoais e interação direta reduzem a sensação de publicidade tradicional. Isso não significa que consumidores confiem automaticamente mais em creators desconhecidos, mas explica por que, em determinadas categorias e contextos, um creator de nicho pode exercer influência sobre decisões de compra que uma grande marca teria dificuldade de provocar apenas com publicidade.

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Do viral ao carrinho: o TikTok está deixando de ser apenas entretenimento

O TikTok está avançando de uma plataforma baseada principalmente em entretenimento e descoberta para um ecossistema que também quer capturar a conversão. O crescimento acelerado do TikTok Shop no Brasil, a expansão do live commerce, os programas de afiliados e novas ferramentas de performance mostram uma mudança clara: transformar atenção em transação. Isso não significa que as visualizações perderam importância. Elas continuam sendo a porta de entrada. A diferença é que o TikTok agora consegue conectar essa atenção diretamente a produtos, criadores, marcas e compras.