Eduardo Costa Campos Blog

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Se a IA faz campanhas, relatórios e criativos, pelo que uma agência deveria cobrar?

A inteligência artificial está reduzindo o tempo e o custo de diversas atividades tradicionalmente realizadas por agências de marketing. Criativos, textos, relatórios, análises, apresentações e até partes da gestão de campanhas podem ser produzidos com ferramentas de IA. Isso coloca pressão sobre modelos de cobrança baseados em horas, volume de peças ou quantidade de tarefas. A tendência é que o valor de uma agência precise estar cada vez mais relacionado à estratégia, interpretação de dados, posicionamento, tomada de decisão, integração das ações e responsabilidade pelos resultados.

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Os canais do futuro serão criados por agentes de IA?

A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta utilizada por criadores para assumir funções que antes exigiam equipes inteiras. Em 2026, plataformas como YouTube e Meta estão ampliando recursos de IA para pesquisa, criação, edição, análise, atendimento e execução de tarefas. Ao mesmo tempo, plataformas começam a criar mecanismos para combater conteúdo gerado em massa e repetitivo. Isso abre uma questão importante para o futuro dos canais digitais: os próximos grandes canais serão construídos por pessoas usando IA ou por agentes de IA operando praticamente sozinhos? A resposta provavelmente não estará em substituir completamente o criador, mas em uma nova estrutura na qual uma pessoa pode comandar sistemas capazes de executar uma operação de conteúdo inteira.

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Mercado Livre x Shopee: a conta que ninguém mostra

Shopee e Mercado Livre continuam entre os principais marketplaces para quem vende online no Brasil, mas responder qual deles dá mais lucro não é tão simples quanto comparar apenas a comissão. As duas plataformas possuem estruturas diferentes de tarifas, publicidade, logística, exposição e benefícios oferecidos ao consumidor. No Mercado Livre, por exemplo, as tarifas variam conforme categoria e tipo de anúncio, com o Clássico geralmente entre 10% e 14% e o Premium entre 15% e 19%. Na Shopee, a estrutura de cobrança também combina comissão e tarifa por item, com valores que variam conforme a faixa de preço e podem mudar de acordo com programas e condições comerciais. No fim, a plataforma que parece cobrar menos pode não ser aquela que deixa mais dinheiro no bolso.

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Mercado Livre está tornando o orgânico impossível?

A disputa por visibilidade dentro do Mercado Livre está mudando. A própria plataforma informa que as duas primeiras posições dos resultados de busca são exclusivas para anúncios patrocinados e que os produtos promovidos também aparecem em páginas de produtos concorrentes. Ao mesmo tempo, o Mercado Livre incentiva os vendedores a utilizar o Product Ads como ferramenta para ampliar exposição e vendas. Isso não significa que vender organicamente tenha se tornado impossível, mas mostra que depender exclusivamente do alcance orgânico pode estar ficando mais difícil em categorias altamente competitivas. O verdadeiro desafio para o vendedor não é simplesmente decidir se deve anunciar, mas descobrir quando o investimento em publicidade aumenta vendas de forma saudável e quando apenas compra uma visibilidade que não gera margem.

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Quem ainda segmenta tudo manualmente está ficando para trás?

A segmentação manual foi durante muito tempo uma das principais ferramentas de controle das campanhas digitais. Idade, gênero, localização, interesses, comportamentos e inúmeros outros filtros eram escolhidos pelo gestor para tentar encontrar o público ideal. O problema é que as plataformas evoluíram. Meta, Google e outras redes passaram a utilizar inteligência artificial, sinais comportamentais e aprendizado de máquina para encontrar pessoas com maior probabilidade de realizar determinada ação. Isso não significa que a segmentação manual desapareceu completamente, mas que seu papel está mudando. A grande questão agora é saber se insistir em controlar cada detalhe ainda representa estratégia ou apenas apego a um modelo antigo de operação.

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Quando todo mundo tem IA, quem realmente sai na frente?

A inteligência artificial está deixando de ser uma tecnologia exclusiva de grandes empresas e se tornando uma ferramenta acessível para praticamente qualquer negócio. Isso cria uma contradição: se concorrentes utilizam modelos semelhantes, as mesmas ferramentas e recursos cada vez mais próximos, a IA deixa de ser uma vantagem competitiva por si só.

A diferenciação começa a migrar para outros ativos: dados próprios, conhecimento sobre clientes, experiência, processos, marca, criatividade, velocidade de execução e capacidade de tomar decisões melhores. A vantagem não estará necessariamente em ter acesso à IA, mas em saber utilizá-la de uma forma que o concorrente não consegue copiar facilmente.

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Você ainda não decidiu comprar. Então por que o anúncio apareceu?

A publicidade digital ficou cada vez mais eficiente em identificar sinais de intenção. Uma pesquisa, uma visita, um clique, um vídeo assistido ou uma comparação podem parecer ações isoladas, mas, quando analisadas em conjunto, formam padrões que ajudam plataformas e anunciantes a estimar interesses e comportamentos.

Isso não significa que o algoritmo saiba exatamente o que uma pessoa está pensando. Significa que ele consegue reconhecer sinais que, estatisticamente, podem indicar uma mudança de intenção antes de uma compra acontecer. E essa capacidade está transformando a relação entre consumidor, publicidade e privacidade.

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TikTok Shop vai matar o modelo tradicional de e-commerce?

O TikTok Shop está aproximando entretenimento, conteúdo, influência e comércio em uma única jornada. No Brasil, a plataforma vem crescendo rapidamente por meio de vídeos com produtos, afiliados e transmissões ao vivo. O modelo não significa necessariamente o fim de marketplaces tradicionais, mas pode mudar a forma como consumidores descobrem produtos e como marcas vendem. A principal transformação está na passagem do e-commerce baseado em intenção de compra para um comércio baseado em descoberta.

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A Meta está transformando criativos em combustível para sua IA?

A inteligência artificial da Meta está avançando sobre uma área que, até pouco tempo, dependia principalmente de designers, copywriters, videomakers e estrategistas: a criação de anúncios. Com ferramentas como o Advantage+ creative e o Muse Image, a plataforma já consegue analisar criativos, gerar variações e usar sinais de desempenho para orientar novas peças. Isso muda a relação entre anunciante e plataforma. O criativo deixa de ser apenas uma mensagem para o consumidor e passa a fazer parte de um sistema que testa, aprende, adapta e produz novas versões em escala.

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O Google Ads está automatizando o trabalho do gestor?

O Google Ads está mudando rapidamente. Com o AI Max, campanhas de pesquisa passam a utilizar inteligência artificial para ampliar a correspondência de termos, adaptar textos dos anúncios e escolher páginas de destino com maior potencial de desempenho. Isso reduz parte do trabalho operacional que tradicionalmente justificava a contratação de um especialista.

Mas isso não significa que o especialista deixou de ter valor. O que está mudando é o tipo de conhecimento necessário. Se antes grande parte da expertise estava em configurar campanhas, palavras-chave e segmentações, agora o diferencial tende a estar em estratégia, dados, conversões, negócio, oferta e interpretação dos resultados.