Autor: Eduardo Costa Campos

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As taxas estão apertando: o pequeno vendedor ainda consegue lucrar no Mercado Livre?

O Mercado Livre continua sendo um dos principais canais para quem deseja vender pela internet, mas a estrutura de custos exige cada vez mais atenção dos pequenos vendedores. Em 2026, a tarifa de venda varia conforme categoria e tipo de anúncio, enquanto custos fixos e de envio podem pesar especialmente em produtos de menor valor. A questão, portanto, não é simplesmente saber se o marketplace ficou “caro”, mas entender se a margem de cada produto suporta todos os custos envolvidos na operação.

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2026 pode ser o ano em que o criativo finalmente vence a segmentação

Durante anos, profissionais de tráfego pago dedicaram grande parte de seu trabalho à construção de públicos, interesses, comportamentos e segmentações cada vez mais específicas. Com a evolução da inteligência artificial e da automação das plataformas de anúncios, parte desse controle passou para os próprios algoritmos. Em 2026, o criativo ganha ainda mais importância porque é ele que precisa interromper a rolagem, comunicar uma proposta de valor e gerar interesse. A grande mudança não significa que a segmentação deixou de existir, mas que o papel do profissional pode estar migrando do controle manual da audiência para a criação de mensagens capazes de encontrar e convencer as pessoas certas.

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Você não precisa de milhões de seguidores para construir um negócio

Durante anos, conquistar seguidores foi tratado como um dos principais indicadores de sucesso nas redes sociais. Quanto maior o número, maior parecia ser a autoridade de uma marca ou creator. Mas a evolução dos algoritmos, do conteúdo recomendado e do comportamento dos usuários está mudando essa lógica. Hoje, uma pessoa pode alcançar milhões sem construir uma audiência fiel, enquanto um perfil pequeno pode gerar vendas, influência e comunidade. A próxima fase das redes sociais tende a valorizar mais a atenção, a relevância, a confiança e a capacidade de transformar audiência em relacionamento e resultado.

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A internet ainda é humana? A IA já está escrevendo uma parte dela

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta utilizada para produzir conteúdo e passou a participar diretamente da construção da internet. Estudos recentes mostram que uma parcela significativa das novas páginas publicadas já apresenta sinais de autoria ou edição por IA. Em algumas análises, esse percentual chega a aproximadamente metade dos artigos online. O fenômeno levanta uma questão importante: se máquinas passam a produzir cada vez mais textos, quem será responsável pela qualidade, originalidade e confiabilidade do que encontramos na internet?

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O creator pequeno está roubando a confiança das grandes marcas?

A confiança do consumidor mudou. Uma grande marca continua carregando reconhecimento, estrutura e reputação, mas creators menores podem estabelecer uma relação percebida como mais próxima e espontânea com suas comunidades. A comunicação em primeira pessoa, demonstrações reais, comentários, experiências pessoais e interação direta reduzem a sensação de publicidade tradicional. Isso não significa que consumidores confiem automaticamente mais em creators desconhecidos, mas explica por que, em determinadas categorias e contextos, um creator de nicho pode exercer influência sobre decisões de compra que uma grande marca teria dificuldade de provocar apenas com publicidade.

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Do viral ao carrinho: o TikTok está deixando de ser apenas entretenimento

O TikTok está avançando de uma plataforma baseada principalmente em entretenimento e descoberta para um ecossistema que também quer capturar a conversão. O crescimento acelerado do TikTok Shop no Brasil, a expansão do live commerce, os programas de afiliados e novas ferramentas de performance mostram uma mudança clara: transformar atenção em transação. Isso não significa que as visualizações perderam importância. Elas continuam sendo a porta de entrada. A diferença é que o TikTok agora consegue conectar essa atenção diretamente a produtos, criadores, marcas e compras.

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Advantage+: quando o algoritmo conhece seu público melhor que você

Durante anos, segmentar campanhas no Meta Ads significava escolher interesses, comportamentos, idades, públicos semelhantes e diversas combinações para tentar encontrar o cliente ideal. Com o avanço do Advantage+, a lógica mudou. A Meta passou a dar mais espaço ao algoritmo para encontrar pessoas com maior probabilidade de conversão, reduzindo a necessidade de microsegmentação em muitos cenários. Isso não significa abandonar completamente o controle manual, mas repensar quando ele realmente acrescenta valor. O diferencial deixa de ser quantos interesses o gestor consegue selecionar e passa a estar na qualidade dos dados, da oferta, dos criativos e dos objetivos entregues ao algoritmo.

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O Google está transformando o gestor de tráfego em supervisor de IA?

O Google Ads está automatizando tarefas que durante anos fizeram parte do trabalho diário dos gestores de tráfego. Lances, segmentação, criação de recursos, expansão de consultas e distribuição de orçamento já podem ser realizados pela inteligência artificial da plataforma. Com recursos como Performance Max, Lances Inteligentes, IA Max e Ask Advisor, o profissional passa gradualmente de operador para alguém que define objetivos, fornece dados, supervisiona automações e interpreta resultados. A mudança não elimina necessariamente o gestor, mas reduz o valor de um perfil baseado apenas em configuração e otimização manual.

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Quando a agência deixa de ser parceira e vira dependência

Contratar uma agência deveria aumentar a capacidade estratégica e operacional de uma empresa, não criar uma dependência permanente. O problema aparece quando o cliente deixa de entender seus próprios números, não consegue produzir conteúdo sem aprovação externa, não sabe avaliar campanhas e precisa da agência para cada decisão. Nesse cenário, o serviço pode até continuar sendo executado, mas a relação deixou de ser estratégica. O verdadeiro valor de uma agência está em gerar conhecimento, estrutura, resultados e autonomia, e não em tornar o cliente incapaz de funcionar sem ela.

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YouTube está mudando o jogo dos pagamentos aos criadores?

O modelo de monetização do YouTube está entrando em uma nova fase. A publicidade continua importante, mas a plataforma está ampliando o ecossistema de receitas com YouTube Premium, Shorts, Shopping, financiamento de fãs e acordos com marcas. Ao mesmo tempo, mudanças anunciadas para 2027 alteram significativamente as condições de participação na receita de anúncios dos Shorts. O resultado é uma transformação no modelo econômico dos criadores: audiência continua sendo importante, mas capacidade de gerar comércio, comunidade e valor para marcas ganha cada vez mais espaço.